Depoimentos de alguns membros do nosso grupo sobre a leitura e a escrita:
Boa noite a todos!
Começo o meu depoimento com a seguinte frase : " ESCREVER É PRECISO ! "
Quando me perguntam como aprendi a ler,quais os métodos,quais as regras,não posso responder porque não guardo a menor lembrança,mas guardei algumas passagens que considero pertinente para o momento.
"Do meu primeiro dia de escola (pré-escola) só me recordo da sala de aula,com mesas e cadeiras pequenas,um cabide para pendurar a lancheira e o rosto da professora Dona Edith.
Na 1ª série minha professora foi Dona Ivete,guardo boas recordações dela e até hoje tenho meu primeiro caderno.Fui alfabetizada com a cartilha Caminho Suave.Lembro-me que no final da 1ª série era o Diretor que fazia o ditado e era através deste que seríamos aprovados ou não.
Na 2ª série a professora era Dona Dulce,uma senhora rígida e que exigia bastante. Era uma aluna quieta e muito tímida, nunca tinha dado trabalho na escola para meus pais, até ter tirado aquela nota ruim em Estudos Sociais. Aquela avaliação ficou guardada na minha memória me recordo como se fosse hoje, tinha a seguinte questão referente a árvores: "O pé da laranja é a laranjeira, o pé da pitanga é?, o pé da amora é?, o pé da carambola é?, o pé da borracha é?". Só sei que lia, mas aquelas palavras não tinham significado para mim, pois não conhecia amora, pitanga, carambola e a borracha até sabia o que era, mas a borracha que apagava minhas lições sair de uma árvore, era algo inexplicável.
Na 3ª e 4ª série tive professoras ótimas e lembro-me de algo bem marcante na minha aprendizagem, o diretor fazia com que nós cantássemos o Hino Nacional, toda sexta-feira, tinhamos que cantar alto e claro aquelas palavras difíceis do Hino. Era algo apavorante pra mim. Tive um problema: a redação não tinha jeito, não conseguia escrever, o tema sempre o mesmo "Como foram a suas férias" e isso me fez fechar para esse mundo, mas mesmo assim, não matou o meu sonho".
Sou professora, sei que é vocação, tenho algo das minhas mestras: o amor, a dedicação, o gosto pela leitura. Com isso, eu sei que vou vencer os desafios da educação.
Olá!
Eu também me identifiquei com o depoimento da Danusa Leão e com o seu, José Maria, pois o meu gosto pela leitura também começou na infância. Minha mãe, apesar de ter poucos anos de estudo formal, gostava muito de ler, e toda sua cultura vinha dos livros que lia, e assim, com a minha mãe e a minha casa recheada de livros, me incentivaram e despertaram para o maravilhoso mundo da leitura.
Ainda criança, me encantava com os Contos de Grimm, e os livros de Monteiro Lobato, um pouco mais tarde, viajava por outros mundos e tempos, lendo alguns clássicos para a juventude como Ilíada e Odisséia de Homero e Os Luzíadas de Camões.Me deliciava com as leituras um pouco mais picantes de O Cortiço, de Aloísio de Azevedo, O Crime do Padre Amaro e Primo Basílio de Eça de Queiroz. Além disso, havia também, os livros que nos eram cobrados, e faziam parte do curriculo de língua portuguesa e literatura na escola, que nos estimulou ainda mais o gosto pela leitura.
E hoje, sempre arrumo um tempo para ler um bom livro.
Boa noite!
A colega Ana Beatriz colocou suas ideias com muita clareza e de fato os livros nos ajudam a entender melhor o universo em que vivemos, acho que até nos ensaiam para vida, mas gostaria de participar uma experiência vivida por mim que me causou um certo desprezo por leitura durante um tempo.
Lembro quando me “apresentaram” um livro, que por mais belo que possa ser, me afastou dos livros por um bom tempo. A experiência foi tão enfadonha e desinteressante que tentei retomar a leitura desse livro na fase adulta e novamente tive dificuldades. É lógico que retomei o gosto pela leitura, através de outros livros que funcionaram como antídoto para aquele livro que entorpeceu meu interesse.
Acredito que educadores de qualquer área devem estimular a leitura, apresentando livros que dêem sentido a outros na forma do espaço e tempo, bem como expressões poéticas, que se não entendidas são códigos indecifráveis. Onde as palavras são paridas por um fórceps das páginas num processo dolorido, em que o leitor faz uma força espartana para vencer os capítulos. Quando termina diz “Graças a Deus, eu terminei”. Assim há algo errado no processo.
Não vou dizer qual foi o livro que gerou minha insatisfação pela leitura, mas meu resgate foi feito pelo menino maluquinho do Ziraldo, curtinho cheio de figuras e capitães de areia, que como disse a colega Ana Beatriz, trouxe para mim também uma realidade que eu não conhecia, porém eu entendia o que estava sendo dito, logo prendeu minha atenção.
Eu não sou um leitor que lê até bula de remédio como disse a Danusa Leão no seu depoimento, para mim a leitura deve ter significância, ser bela ou interessante, ou bela e interessante.
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quinta-feira, 6 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
QUEM SOMOS
Este blog faz parte do módulo 2 do curso Melhor Gestão, Melhor Ensino - Formação de Professores - 2013 - Matemática - turma 366, grupo 6. Nele vamos publicar algumas boas práticas que deram certo na sala de aula, sites interessantes para professores e alunos, fatos importantes da história da Matemática, jogos e desafios, que possam tornar as aulas de Matemática mais interessantes e divertidas.
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